segunda-feira, setembro 27, 2010

Torpor: s.m. Estado de sensibilidade reduzida.

Hoje não venho com o pensamento claro sobre o quê ou como vou escrever. Talvez nem escreva.

Não sou um grande pensador, mas também penso. Se sou controverso, se me contradigo no momento seguinte é porque, por alguma razão, minúscula que seja, me deu vontade. O que percebo é que atualmente faço tudo sem pensar e muitas vezes também sem sentir.
Há algum tempo, lembro de mim mesmo como alguém apaixonado por tudo que fazia, hoje, pelo contrário, sinto-me dormente, cada vez mais e mais.
Por isso, às vezes, tenho tentado parar e ficar quieto em casa, em silêncio, pra ver se consigo reorganizar meus pensamentos e talvez reencontrar minhas emoções.

Sinto falta de mim mesmo.

Não quero mais meu coração como a mão que ficou tempo demais sob a coxa, ou exposta ao frio por tempo demais. O quero formigando com o retorno das paixões.

O grande sentimento que tenho hoje é a angústia por não sentir. E não estou acostumado a um coração letárgico.

5 comentários:

I'm Clueless... disse...

Talvez, se lembrares da última vez que teu coração formigou, consigas entender o motivo pelo qual ele está dormente...
And maybe, just maybe, you'll find your way back to the highway.

Anônimo disse...

Má vai encher a cara de cana e deixar de ser fresco tchê!!!
"coração dormente", mimimi...
Uma noite de putaria com os amigos resolve tudo!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

stop blocking things you are afraid...maybe it helps...

Caseman disse...

Já providenciei o porre semana passada... eheheh, aí mesmo que não senti nada! Não sentia as pernas nem os braços! ahahah Faltou a putaria! ahahah

I'm not afraid of anything... simply there are things I don't want or can't right now.
And other things I just can't change.

Anônimo disse...

Bobagens a parte... Se realmente achas que está na hora de voltares a sentir, aí vai uma sugestão de quem um dia te conheceu muito bem...

O teu caminho de volta pode ser através da reconexão com a arte. Quando cantares, canta com a mais pura emoção e "at the top of your lungs". Quando desenhares, usa o sentimento. Ao invés de tentares copiar literalmente um objeto, traça o risco onde a tua intuição ordenar. Faz o jogo de cores, de luz e sombra, onde teu âmago mandar. Às vezes desenhar um objeto de cabeça pra baixo, onde a lógica some, pode ser um bom exercício. Quando fores fotografar, percebe e sente a energia do lugar, as pessoas que nele estão presentes, e enquandra o que realmente importa, capturando a essência do que estás te propondo a retratar.
Andei me sentindo engenheira demais nos últimos tempos e percebi que faltava aquela pitada ideal de arte na minha vida. Tudo voltou a ter cor pra mim quando acolhi a arte novamente.
Então... pega o Color Drawing, mexe aí nos teus nanquins, carvão vegetal, pastel seco, aquarela... o que for... e começa a desenhar!!! É bom demais!!!