Esse era o texto que ia publicar antes. Fica até um pouco repetitivo, mas resolvi postar mesmo assim.
Não.
Não vou falar do Pelé, nem do cantor Roberto Carlos.
Vou falar do rei Juan Carlos da Espanha e do presidente venezuelano Hugo Chávez.
Rei este que foi o primeiro, incluindo George W. Bush, o principal alvo da língua venenosa e desbocada de Chávez, a ter a dignidade de dizer ao pseudopresidente da Venezuela o que deveria ouvir de todos, inclusive de um certo omisso presidente latino-americano.
“-Por que não se cala?”, perguntou o Rei a Chávez enquanto o segundo continuava a desmoralizar José María Aznar, ex-primeiro-ministro espanhol e a constranger a todos no encontro.
O único lunático a defender as atitudes de Chávez é o senil Fidel Castro, que não estava lá, claro.
O ditador venezuelano não cansa de ofender publicamente as instituições e os representantes de nações livres e democráticas, gerando tensões que um dia podem causar até mesmo uma guerra ou ainda sanções políticas e econômicas, como no caso de Cuba, que até hoje se ressente do embargo econômico.
Chávez, que vem numa campanha crescente de autoritarismo e desrespeito à democracia venezuelana, já retirou a concessão da emissora de TV, Rádio Caracas Televisión (RCTV), por ter postura contrária ao governo, assumida logo em seguida pela estatal Televisora Venezolana Social (TVES).
Já ameaçou vários jornais e outras emissoras de TV e rádio de estatização e fechamento. Já proibiu manifestações públicas de repúdio ao governo, coisa que havia acontecendo havia um tempo, inclusive pelos estudantes, outrora tão favoráveis ao seu regime.
Já chamou George W. Bush de satanás, belzebu, dizendo no palanque do encontro das Nações Unidas, de onde Bush acabara de sair, que ainda sentia cheiro de enxofre.
Vulgarizou e diminuiu até mesmo, seu amigo, Luís Inácio Lula da Silva, chamando-o de cordeirinho dos Estados Unidos.
Assim como ao Congresso Nacional Brasileiro. Tudo bem que o Brasil tem problemas mais sérios e imediatos a serem tratados do que uma televisão venezuelana, mas é uma questão de política, de diplomacia, coisa que não existe hoje na Venezuela desde que Chávez chegou ao poder, a não ser com países comunistas e socialistas, como Cuba de Fidel, a Bolívia de Evo (seu pupilo), o partido comunista do Vietnã...
A resposta agressiva do presidente venezuelano ao Congresso Nacional Brasileiro, após o Congresso fazer pedido para que voltasse atrás na retirada da concessão à RCTV:
“- A esses representantes da direita brasileira, eu posso lhes dizer que é mais fácil que o império português voltasse a se instalar no Brasil do que o governo da Venezuela devolver a concessão, que já terminou, a uma emissora da oligarquia”.
Ainda deu condolências ao povo brasileiro, dizendo que o brasileiro não merecia que o Congresso repetisse o que dizia Washington. Mas não nessas leves palavras, chamou-os sim, de "papagaios de Washington", revelando a "finesse" típica desse tosco governante.
Quando na Argentina, falava em um estádio alugado por seu governo para ativistas políticos de esquerda (estudantes utópicos que ainda acham que o socialismo é a saída para todos os problemas do mundo), claro que foram só convidados, para não haverem vaias ou críticas. E lá usou palavras do mais baixo calão até mesmo para pessoas de pouca cultura. Ele puxava o coro, gritando:
“-ALCA, ALCA, AL CARAJO!”
Ironizando com a aliança para a “Área de Livre Comércio das Américas” (ALCA) e usando de palavrões.Tem gente mais superficial que ri e ainda acha engraçada a criatividade para o grito, mas não vê as conseqüências deste ato.
Chávez recentemente impediu o presidente brasileiro de discursar por estourar o tempo de discurso. Ele usos 25 minutos ao invés de 5 do cerimonial (é ou não é um filhote de Fidel?).
E Lula deve ter achado normal, assim como a Bolívia ter estatizado as refinarias da Petrobras, afinal, não são (Chávez, Evo, Lula e Fidel) todos amiguinhos?
De que importa se depois de um ano vai faltar gás natural para as indústrias brasileiras que transformaram toda sua matriz energética para o tal gás a mando do governo, pois não se tinha mais energia elétrica para o crescimento econômico? E os motoristas, que transformaram milhões de carros para GNV em busca de alívio dos preços da gasolina e do álcool?
Um presidente candidato a ditador, que impõe a seu país um regime de candidatura eterna, onde a corrupção embaça os resultados reais das urnas, e o medo cala a população. Um ditador fantasiado de presidente atuando numa peça de teatro onde só se usa frases de efeito, uma personagem circense que é tão anedótica que só lhe falta a bola vermelha no nariz.
Hugo Chávez merecia aparecer sempre com trilha sonora, aquela mesmo, a do circo (tã, tã tã, tãtã tãtã tãtã), pois tudo é palhaçada e encenação.
Depois de tudo isso ainda vão aprovar a participação da Venezuela no Mercosul. Não sou contra a participação deste país, mas sim deste governo, pois com suas atitudes antidemocráticas, antipolíticas e antidiplomáticas só pode acrescentar ao Mercosul alguns anos a mais de espera por qualquer evolução.
Chávez não se preocupa com nada, pois tem o dinheiro e o poder do petróleo, mas seu povo não é rico, assim como em todos os outros governos ditatoriais, ou os ditos socialistas e comunistas, são todos nivelados por baixo, menos seus comandantes, que vivem em meio a fortunas, com todos os confortos possíveis.
Se a idéia é todos terem direitos iguais, porque eles têm tantos privilégios?
Então faço uso daquela frase: “todos iguais, mas uns mais iguais que os outros”.
Qual é o mal do capitalismo, se todos, trabalhando e se esforçando suficientemente podem ter acesso a qualquer bem ou produto?
Não... É melhor sentar e esperar o “governo” me dar, (conhecem a história de como caçar porcos selvagens?) mesmo que para isso eu espere sofrendo mais duas décadas.
Sempre achei que reis fossem meio insossos, sem graça, sem atitude.
Ainda bem que com o rei Juan Carlos me enganei.
VIVA O REI JUAN CARLOS!
VIVA O REI JUAN CARLOS!
VIVA O REI JUAN CARLOS!
“-Por que não te cala, Chávez?”.
Ou melhor:
“-CALA A BOCA, CHÁVEZ!!!”.


