
Pra mim ali já tava mais que bom! Mal sabia eu o que nos esperava.
Chegamos lá por volta das dez horas, pagamos pela escuna e fomos esperar no píer turístico.
O píer foi construído há pouco tempo, e é bem arrumadinho, considerando o resto todo (Angra dos Reis é bonita só nas ilhas, a cidade em si é quase um favelão e zona portuária).
Eis o píer:

Eis a foto da Estação Santa Luzia:

Saímos na escuna Copacabana, tudo ia bem, até zarparmos e ligarem o som... axé, funk, funk e axé, e pra completar uns “bregas” de vez em quando... mas tudo bem, a gente deu risada de tudo!

Estávamos prontos para fazer três paradas, primeiro em uma ilhota com uma área reservada para banhistas, que já foi demais.
Nessa praia infelizmente não batemos fotos, pois quisemos pular direto na água e aproveitar o pouco tempo que teríamos para curtir ali.
Mas mergulhamos e nadamos por uns 40 minutos, onde tinha pedras no fundo e os peixes se abrigavam em suas fendas. Numa dessas pedras acabei me cortando, pois eu estava sem pé-de-pato e bati com o dedo mínimo do pé numas cracas que estavam presas à pedra. A Cris também se arranhou quando tentou passar por baixo da maromba que unia as bóias que limitam a área de banhistas. Mas foi pouca coisa. Na volta, tentei levantar a tal corda com a mão pra Cris não se machucar de novo e aí acabei eu cordando o dedo da mão. É impressionante como são afiadas essas conchas e cracas... eu sei, as unhas estavam gigantescas, mas eu já cortei!!!

Mas ainda lá vimos baiacus (mostrei pra Cris, mas ele não inchou como costumam fazer quando assustados), peixes sargento (com suas listas amarelas e pretas) e vários outros que nem sei o nome, peixes grandes, pequenos, cardumes de filhotes que mal se enxerga, do tamanho de girinos bem pequenos, pretos, brancos, cinza, azulados, esverdeados, pintados, lisos, bicudos, mas não vimos estrelas-do-mar, nem polvos, nem cavalos-marinhos, pelo menos não desta vez.
Bom, seguimos no passeio, de novo na escuna, chamada Copacabana, que nos levava para o lugar que eu tinha a maior vontade de conhecer, pois já tinha visto fotos na internet, óbvio. A tal "Lagoa Azul"!
Quando chegamos perto, eu já mal acreditava no que eu tava vendo. O lugar é mesmo tudo o que parece ser nas fotos e até mais! A água, mesmo nos lugares mais profundos (uns 8 metros de profundidade) é tão transparente que se vê cada grão de areia do fundo!
Lá fomos nós nos atirando para a água. Então o Marcelo que está mais acostumado a mergulhar por aqui me falou: "Olha embaixo do barco, pois os peixes sempre vem pra baixo quando um barco encosta".
Olhei e vi! Era muito peixe, mordiscando as algas e sei lá o que mais que se acumula no casco da escuna...
Pedimos então para um senhor, que tinha ficado no barco, jogar migalhas de bolacha na água para fazer os peixes se agruparem... pra quê?! Quase não se via mais água! Era só peixe!
Eu mergulhava e nadava no meio deles e eles se batiam nos meus braços e pernas! Foi impressionante!
Depois saímos de perto da escuna para ver outras "paisagens". Conforme fomos nos aproximando dessa área mais protegida pela formação do conjunto de ilhas que forma a tal Lagoa Azul, fomos vendo mais tipos de peixes. Vimos um peixe com as nadadeiras gigantes, praticamente do tamanho do peixe (que tinha uns 30 centímetros) e o mais legal é que ele usa parte dessas nadadeiras (algo tipo um dedo polegar de uma mão) para remexer as algas à procura de comida!!! É muito estranho e muito legal também. Vimos ouriços do mar e vários tipos de corais, peixes-borboleta, etc.
Mergulhamos sem cansar até ouvir a buzina da escuna anunciando a partida, e estávamos longe, bem longe mesmo. Então tivemos que nadar rápido de volta para não ficarmos para trás!
Quando subi no barco, o Marcelo já estava lá, e pegamos a câmera e começamos a bater umas fotos esperando as gurias que vinham mais atrás. Foi legal demais!!!
Olhem as fotos batidas de cima da escuna!!! Com o baguete azul é a Cris, com o laranja, a Letícia e com o amarelo, a Alice.

Depois que todos estavam a bordo, partimos em direção ao último pit-stop, uma praia onde iríamos almoçar nos restaurantes da Ilha Grande. Mas como era feriado e tinha muita gente, em várias escunas, lanchas, traineiras, iates, etc. fazendo o mesmo programa, o restaurante passou o rádio avisando que ia atrasar o almoço. Então fomos a mais um lugar na Ilha Grande enquanto esperávamos o sinal do restaurante. Fomos à Freguesia de Santana, onde existe uma antiga igreja que na foto só aparece a cúpula da torre (em branco).
Ficamos pouco tempo lá, mas mesmo assim, num mergulho rápido encontrei um baiacu que se inchou todo e ficou com aquele aspecto ridículo de um peixe extremamente gordo, espinhento e com as nadadeiras minúsculas em relação ao corpo batendo em vão. Nesse estado o bicho praticamente não se mexe, então o Marcelo pegou o peixe com a mão e o tirou pra cima da superfície d'água para mostras às gurias que estavam num pedacinho de areia entre as rochas, por onde entramos n'água.
Aí não tiramos foto do bicho, mas é muito engraçado.
Logo depois disso o Copacabana buzinou nos chamando de volta para irmos almoçar.
O Copacabana:
Lá fomos nós correndo, e mesmo assim fomos os últimos a embarcar de novo!
Chegamos na praia onde iríamos almoçar e sentamos no Mandala (o restaurante que havia pego nossos pedidos feitos ainda a bordo da escuna).
Logo veio a comida, um peixe com molho de camarão. O peixe deixou bastante a desejar, praticamente não tinha camarão e a porção nem era tão grande assim. Sei lá, de repente a gente é que estava faminto por causa do dia todo mergulhando e por isso não foi suficiente para ficarmos fartos, mas por outro lado a fome nos fez comer o peixe “nem tão bom assim” como se fosse a melhor coisa do mundo. Vários pardais acompanharam nosso almoço, pegando migalhas da areia.
Onde estão os passarinhos? Só nessa foto aparecem seis, fora os que estavam pelo chão, pela árvore e na própria cerca, mais à esquerda e não apareceram.
Saindo do restaurante para voltarmos para Angra, a Alice decidiu ir ao banheiro, mas tinha fila e ela esperou, bem em frente ao banheiro masculino, onde ela ficou parada e nós de longe olhávamos enquanto ela fazia umas caretas meio estranhas. Depois é que fiquei sabendo que ela fazia caretas por causa da visão que estava tendo de um senhor que estava na pia escovando em sua mão a dentadura rosa dele! Ahaha
Eis a Alice pensativa, antes do almoço.

Depois comemos picolés sentados na praia, à sombra de uma árvore, enquanto esperávamos a buzina do Copacabana.
Bom, o resto foi só a volta, na escuna, o Marcelo dormindo e um por do sol de babar (pena que ao som da mesma trilha sonora horrorosa que o cara da escuna insistia em botar!).
Chegamos em casa passando meia-noite, mas não vejo a hora de fazer tudo de novo.