quinta-feira, agosto 14, 2008

Pré-sal e burrices

Lula discursando sobre a política do petróleo, disse que o país tinha que "parar de fazer burrice"...
...ah, senhor Presidente, só quando o senhor deixar o governo!

segunda-feira, julho 28, 2008

Perdeu, perdeu! É um assalto!

Fui assaltado de novo ontem, por 4 guris de merda (um não passava de 1,60m de altura), que estavam armados. Levaram meu celular, isso é o de menos, pois o celular era uma bosta e eu tava a fim de comprar outro, mas nunca se sabe o que pode acontecer na próxima vez, o que é muito provável que aconteça.
Mas o fato é que eu tô de saco cheio de ser assaltado!
No último mês já tinha sido assaltado no Guarujá, em SP. Ontem fui assaltado no Rio de Janeiro, em plena zona sul. Já fui assaltado em Porto Alegre e várias vezes em Pelotas.
Já fui assaltado, furtado ou roubado, umas 10 vezes desde meus 13 anos.
Essa é 6 vez que me apontam uma arma, sensação nada agradável como podem imaginar (ou como a maioria já sabe).
Alguns podem rir, achando que eu devo ter cara de otário para ser assaltado tantas vezes. Espero que estes não fiquem espantados quando a vez deles chegar e nem se sintam tão otários assim. Outros podem dizer que eu "dei mole", mas eu não vou desistir de por os pés na rua quando necessário. Não vou viver totalmente preso porque bandidos estão soltos.
Espero que um dia possamos sair pelas ruas, a pé ou de carro, seguros de que voltaremos. E pra isso acredito de verdade que os presídios deviam deixar de ser colônias de férias ou escolas pra bandido e tornarem-se realmente um local de cumprimento de pena, com os presos sem mordomias, sem conforto, sem visitas íntimas(!), trabalhando para a população, seja limpando ruas, plantando hortas, fazendo qualquer serviço que os ensinasse o valor do trabalho e do dinheiro para quem trabalha para conquistá-lo. Esse trabalho devia ser pra pagar sua comida, seus remédios, seus colchões (os pra repor os queimados) e não nós pagarmos por tudo isso com nossos impostos (que não são poucos).

Tô, sim, puto da cara! E tenho certeza que com razão!

sábado, julho 19, 2008

Arquivo Mestre Jonas

Esse é um clip promocional que a RBS produziu lá por volta de 1998 para inserção na agenda da semana do Jornal do Almoço local.
A formação era Milson Lopez no baixo, Luke Faro na bateria, Paulo Rick na guitarra e eu, Leo Castilho no vocal.
Faz tanto tempo que não posto vídeos do YouTube aqui no blog que nem lembro mais como se faz. Então vou colocar só o link.
http://www.youtube.com/watch?v=IeDkWZO7dtw
Bateu saudade dessa época.
Ensaios, shows, entrevistas em rádios, cervejas, "turnês" ahahah...
Foi legal pacas.

terça-feira, julho 01, 2008

Problema!


É um problema ver anoitecer assim da janela do apê,





Também é um problema ver amanhecer...

Foto em 3D?


Minha foto psicodélica em 3d no aquário do Zôo do Rio.
Parece que mexi na foto? Photoshop?
Não mexi. Foi assim mesmo.
Uma pena o enquadramento não ter ficado perfeito, mas acho que deu mais "dramaticidade".
Ahahah
Tô inspirado hoje...

sexta-feira, junho 20, 2008

Música e sexo por Kledir Ramil

Música é que nem sexo. Dá pra fazer sozinho, mas se tiver parceria é muito melhor. A vantagem da música é que pode ser praticada em público, sem que ninguém ache isso esquisito.

Tanto uma coisa como a outra envolvem paixão e sensibilidade. Para se conseguir uma boa performance é preciso habilidade manual e emoção à flor da pele. Durante a atuação, dependendo do estilo, é possível que os corpos comecem a sacudir descontroladamente e ao final é comum que se escutem gritos e elogios.

O objetivo imediato das duas atividades é o mesmo: o prazer, o deleite, o entretenimento. A música é uma arte efêmera, precisa ser gravada para que as pessoas lembrem dela em sua plenitude. O sexo também é uma arte fugaz e fica registrado apenas na nossa memória afetiva, já que não inventaram um CD pra isso.

A prática sexual pode levar as pessoas ao paraíso. Através da música é mais difícil chegar lá, mesmo que o arranjo use glissandos de harpa e badalar de sinos. O sexo também costuma dar frutos a médio prazo. Uma espécie de corrente sem fim, com gente saindo de dentro de gente.

A música pode ser praticada sem camisinha, mas em certos ambientes é recomendável o uso de casaca. O sexo, ao contrário, fica melhor se você estiver despido.

Para quem quer estudar, existem cursos nos quais se ensina harmonia, solfejo, regras e estruturas musicais. Já o sexo, não tem partitura. Você tem que improvisar. Não há escola. A única forma de aprender é com professor particular.

A música já entrou na era digital, circula pela rede em formato mp3. No caso do sexo, ainda estamos aguardando uma forma efetiva de compartilhamento online, que não fique só no voyeurismo. As novas telas com sensibilidade ao toque são um primeiro passo.

É possível praticar sexo escutando música, mas é difícil fazer música com alguém falando gracinhas no seu ouvido.Para apresentar canções, além da boca, você vai precisar de alguns instrumentos. Para fazer amor, depende das suas preferências.

Em geral, quem trabalha com música recebe pagamento por direitos autorais. Quem é profissional do sexo, também. A diferença é que não há burocracia. Parafraseando Luis Fernando Verissimo: o sexo, graças a Deus, não é organizado pelo Ecad.

Kledir Ramil, publicado em Zero Hora, 09 de junho de 2008, N° 15627 apud http://durango-95.blogspot.com/ em 20/06/2008 às 21:16

domingo, junho 08, 2008

Saudosismo.


SIM! O gordão, John Poper, do Blues Traveler está magro!!!
Que coisa estranha...
Estava navegando pelo YouTube, ouvindo músicas de bandas que me marcaram uma longa e boa parte da vida e lembrei do quanto foi bom, até nas coisas que deram errado.
Em homenagem a tudo isso vai a música de quando ele ainda era gordão:


I pick up my smile put it in my pocket
Hold it for a while try not to have to drop it
Men are not to cry so how am I to stop it
Keep it all inside dont show how much she rocked you

Ooh can you feel the same
Ooh you gotta love the pain
Ooh it looks like rain again
Ooh I feel it comin in
The mountains win again
The mountains win again

Dreams we dreamed at night were never meant to come to life
I cant understand the ease she pulled away her hand
This time in my life I was hurt enough to care
I guess from now on Ill be careful what I share

Ooh can you feel the same
Ooh you gotta love the pain
Ooh it looks like rain again
Ooh I feel it comin in
The mountains win again
The mountains win again

A pocket is no place for a smile anyway
Someday I will find love again will blow my mind
Maybe it will be that love that got away from me
Is there a line to write that could make you cry tonight
Can you feel the same
Yeah ya gotta love the pain
Ooh it looks like rain again
Ooh feel it comin in
The mountains win again
Ooh the mountains win again

Música bonita demais!

sábado, março 29, 2008

Doidivanas - Nosotros

Doidivanas - Nosotros

Hoje dedico esse post aos amigos da banda Doidivanas que estão lançando seu novo álbum, NOSOTROS (a capa acima).
Eu vi que o preço estava R$17,00 no site da USA discos.
E acho que vale até mais que isso, mas o que vale mesmo é sempre incetivar as coisas da nossa terra. Eu, por exemplo, quando quis o primeiro CD d'Os Doidivanas, o LiberPampa, pedi pro Osório me conseguir um, pois não existia mais para vender. Como eles também não tinham mais nenhuma cópia prensada desse disco, pedi que me gravasse em um CD virgem, e paguei por ele, como se fosse o disco em loja, diretamente ao Osório. Acho que essas atitudes mínimas são as que realmente ajudam os músicos (não estou me auto-promovendo, só dando uma idéia).
Ainda acessando o Youtube, procurando por Doidivanas encontrei dois clipes muito bem feitos e divertidos de assistir, das músicas "300 Noites" e "Bah".
Na cena da cerveja no Café Aquário, me bateu uma saudade da época em que cantei com eles (o nome da banda era outro pra não misturar as coisas), os ensaios, as Norteñas, as conversas, tudo mais... só não deu saudade dos disparos gastrointestinais de alguém (melhor não citar nomes) depois dessas cervejas! ahah
Parabéns a todos, inclusive equipes de produção (os por trás dos microfones e câmeras, ou seria pela frente deles?) que sei que uma coisa desse tipo não se faz sozinho.
Enfim, repasso a notícia como recebi.
Abraço a todos e sorte e sucesso aos Doidivanas!
PS: Reservem uma cópia pra mim! Falo sério.

"hola, pueblo!
o quarto álbum da banda Doidivanas, "NOSOTROS", já está disponível.
também à venda nas lojas Multisom, rede BIG e Livraria Cultura.
em breve, novo site!+ DOIDIVANAS na internet.
MúsicaGaúcha.com: www.musicagaucha.com/ .
Música de Mundo www.musicademundo.com.br/ .
Portal do Rock Gaúcho: www.rockgaucho.com.br/ .
BAITA abraço!

terça-feira, março 25, 2008

Ô, vidinha mais ou menos!!!

Sexta-feira passada fizemos um passeio que vínhamos comentando faz tempo. Eu, Cris, Letícia, Marcelo e Alice fomos conhecer as belezas de Angra dos Reis fazendo um passeio de escuna pelas ilhas de lá.
A previsão do tempo não estava muito favorável para o fim de semana, mas a sexta ainda tinha um pouco de sol de acordo com eles.
Para nossa sorte e azar dos meteorologistas, fez um sol maravilhoso, não tinha vento, a água estava morninha, num tom azul-esverdeado perfeito e completamente transparente!
Acordamos cedo, lá pelas cinco da manhã e saímos passando um pouco das seis horas.
Paramos numa praia antes pra comer um pouco e bater umas fotos.
Pra mim ali já tava mais que bom! Mal sabia eu o que nos esperava.
Chegamos lá por volta das dez horas, pagamos pela escuna e fomos esperar no píer turístico.
O píer foi construído há pouco tempo, e é bem arrumadinho, considerando o resto todo (Angra dos Reis é bonita só nas ilhas, a cidade em si é quase um favelão e zona portuária).
Eis o píer: Eis a foto da Estação Santa Luzia: Saímos na escuna Copacabana, tudo ia bem, até zarparmos e ligarem o som... axé, funk, funk e axé, e pra completar uns “bregas” de vez em quando... mas tudo bem, a gente deu risada de tudo!Estávamos prontos para fazer três paradas, primeiro em uma ilhota com uma área reservada para banhistas, que já foi demais.
Nessa praia infelizmente não batemos fotos, pois quisemos pular direto na água e aproveitar o pouco tempo que teríamos para curtir ali.
Mas mergulhamos e nadamos por uns 40 minutos, onde tinha pedras no fundo e os peixes se abrigavam em suas fendas. Numa dessas pedras acabei me cortando, pois eu estava sem pé-de-pato e bati com o dedo mínimo do pé numas cracas que estavam presas à pedra. A Cris também se arranhou quando tentou passar por baixo da maromba que unia as bóias que limitam a área de banhistas. Mas foi pouca coisa. Na volta, tentei levantar a tal corda com a mão pra Cris não se machucar de novo e aí acabei eu cordando o dedo da mão. É impressionante como são afiadas essas conchas e cracas... eu sei, as unhas estavam gigantescas, mas eu já cortei!!! Mas ainda lá vimos baiacus (mostrei pra Cris, mas ele não inchou como costumam fazer quando assustados), peixes sargento (com suas listas amarelas e pretas) e vários outros que nem sei o nome, peixes grandes, pequenos, cardumes de filhotes que mal se enxerga, do tamanho de girinos bem pequenos, pretos, brancos, cinza, azulados, esverdeados, pintados, lisos, bicudos, mas não vimos estrelas-do-mar, nem polvos, nem cavalos-marinhos, pelo menos não desta vez.
Bom, seguimos no passeio, de novo na escuna, chamada Copacabana, que nos levava para o lugar que eu tinha a maior vontade de conhecer, pois já tinha visto fotos na internet, óbvio. A tal "Lagoa Azul"!
Quando chegamos perto, eu já mal acreditava no que eu tava vendo. O lugar é mesmo tudo o que parece ser nas fotos e até mais! A água, mesmo nos lugares mais profundos (uns 8 metros de profundidade) é tão transparente que se vê cada grão de areia do fundo!
Lá fomos nós nos atirando para a água. Então o Marcelo que está mais acostumado a mergulhar por aqui me falou: "Olha embaixo do barco, pois os peixes sempre vem pra baixo quando um barco encosta".
Olhei e vi! Era muito peixe, mordiscando as algas e sei lá o que mais que se acumula no casco da escuna...
Pedimos então para um senhor, que tinha ficado no barco, jogar migalhas de bolacha na água para fazer os peixes se agruparem... pra quê?! Quase não se via mais água! Era só peixe!
Eu mergulhava e nadava no meio deles e eles se batiam nos meus braços e pernas! Foi impressionante!
Depois saímos de perto da escuna para ver outras "paisagens". Conforme fomos nos aproximando dessa área mais protegida pela formação do conjunto de ilhas que forma a tal Lagoa Azul, fomos vendo mais tipos de peixes. Vimos um peixe com as nadadeiras gigantes, praticamente do tamanho do peixe (que tinha uns 30 centímetros) e o mais legal é que ele usa parte dessas nadadeiras (algo tipo um dedo polegar de uma mão) para remexer as algas à procura de comida!!! É muito estranho e muito legal também. Vimos ouriços do mar e vários tipos de corais, peixes-borboleta, etc.
Mergulhamos sem cansar até ouvir a buzina da escuna anunciando a partida, e estávamos longe, bem longe mesmo. Então tivemos que nadar rápido de volta para não ficarmos para trás!
Quando subi no barco, o Marcelo já estava lá, e pegamos a câmera e começamos a bater umas fotos esperando as gurias que vinham mais atrás. Foi legal demais!!!
Olhem as fotos batidas de cima da escuna!!! Com o baguete azul é a Cris, com o laranja, a Letícia e com o amarelo, a Alice.
Depois que todos estavam a bordo, partimos em direção ao último pit-stop, uma praia onde iríamos almoçar nos restaurantes da Ilha Grande. Mas como era feriado e tinha muita gente, em várias escunas, lanchas, traineiras, iates, etc. fazendo o mesmo programa, o restaurante passou o rádio avisando que ia atrasar o almoço. Então fomos a mais um lugar na Ilha Grande enquanto esperávamos o sinal do restaurante. Fomos à Freguesia de Santana, onde existe uma antiga igreja que na foto só aparece a cúpula da torre (em branco).
Ficamos pouco tempo lá, mas mesmo assim, num mergulho rápido encontrei um baiacu que se inchou todo e ficou com aquele aspecto ridículo de um peixe extremamente gordo, espinhento e com as nadadeiras minúsculas em relação ao corpo batendo em vão. Nesse estado o bicho praticamente não se mexe, então o Marcelo pegou o peixe com a mão e o tirou pra cima da superfície d'água para mostras às gurias que estavam num pedacinho de areia entre as rochas, por onde entramos n'água.
Aí não tiramos foto do bicho, mas é muito engraçado.
Logo depois disso o Copacabana buzinou nos chamando de volta para irmos almoçar.
O Copacabana:
Lá fomos nós correndo, e mesmo assim fomos os últimos a embarcar de novo!
Chegamos na praia onde iríamos almoçar e sentamos no Mandala (o restaurante que havia pego nossos pedidos feitos ainda a bordo da escuna).
Logo veio a comida, um peixe com molho de camarão. O peixe deixou bastante a desejar, praticamente não tinha camarão e a porção nem era tão grande assim. Sei lá, de repente a gente é que estava faminto por causa do dia todo mergulhando e por isso não foi suficiente para ficarmos fartos, mas por outro lado a fome nos fez comer o peixe “nem tão bom assim” como se fosse a melhor coisa do mundo. Vários pardais acompanharam nosso almoço, pegando migalhas da areia.
Onde estão os passarinhos? Só nessa foto aparecem seis, fora os que estavam pelo chão, pela árvore e na própria cerca, mais à esquerda e não apareceram.
Saindo do restaurante para voltarmos para Angra, a Alice decidiu ir ao banheiro, mas tinha fila e ela esperou, bem em frente ao banheiro masculino, onde ela ficou parada e nós de longe olhávamos enquanto ela fazia umas caretas meio estranhas. Depois é que fiquei sabendo que ela fazia caretas por causa da visão que estava tendo de um senhor que estava na pia escovando em sua mão a dentadura rosa dele! Ahaha
Eis a Alice pensativa, antes do almoço.
Depois comemos picolés sentados na praia, à sombra de uma árvore, enquanto esperávamos a buzina do Copacabana.
Bom, o resto foi só a volta, na escuna, o Marcelo dormindo e um por do sol de babar (pena que ao som da mesma trilha sonora horrorosa que o cara da escuna insistia em botar!).
Chegamos em casa passando meia-noite, mas não vejo a hora de fazer tudo de novo.

domingo, março 23, 2008

O óbvio

Na vinda da Clá e do Zeca no final do ano passado, fomos ao Cristo finalmente.
Estava um sol de rachar, tinha fila pra tudo, a subida é cara que só ela, demorou horrores, mas a vista é muito bonita e vale a pena conhecer, nem que seja uma única vez.
Todo mundo que chega lá tira as mesmas fotos, nas mesmas poses, mas é isso aí. Pelo menos não batemos a famosa foto de braços abertos imitando a estátua.

Mergulho


Como comentei no outro post, no final do ano passado fiz tipo um batismo de mergulho, na Praia Vermelha (logo abaixo do Pão-de-Açúcar) com o Marcelo.
Apesar de aquele dia a água não estar tão clara assim, pudemos ver muitos peixes e o Marcelo até pescou um, que depois ele entregou a um pescador na praia.
Essa foto foi quando saímos da água depois de 3 horas de mergulho.
Muito bom!

quarta-feira, março 19, 2008

Autoridade e autoritarismo

Tem tanta gente sendo presa (teoricamente) e liberta (na prática) que hoje, quando ouvi uma frase ela me fez total sentido.

"Por o Brasil ter vivido durante tanto tempo sob o autoritarismo, teme-se praticar a autoridade para não se ser confundido com autoritário."

Todo e qualquer tipo de desrespeito a qualquer tipo de regra de conduta é nitidamente deixado impune, então donos de bancos fraudadores, estupradores, corruptos, assassinos, mensalistas, ladrões de galinha, pichadores, batedores de carteira, falsários, pedófilos, etc. saem pelas ruas como se nunca tivessem feito nada, pois ninguém lhes conferem as devidas penas.
E penas são são castigos, e qualquer mãe de primeira viagem sabe que não se pode abrir exceção no meio do castigo para que o filho vá jogar futebol, videogame ou assistir àquele desenho predileto, senão o castigo perde o sentido.
E tudo isso por um medo idiota de que se confunda autoridade (que DEVE ser aplicada) e autoritarismo (que DEVE ser evitado). Sem regras não somos sociedade, somos um "bando"
Mas isso foi só mais um desabafo... nada vai mudar e vamos continuar vendo todos saindo no indulto de Natal!

sexta-feira, março 14, 2008

Quanto tempo!!!!

Acho que ninguém mais olha essa coisa...
Também, nem eu mesmo tenho tempo pra me dedicar a escrever alguma coisa.
Mas hoje, sexta-feira, chovendo, depois de tomar um chopp e comer uma pizza, resolvi contar algumas novidades, mostrar algumas coisas também. Quem sabe, assim alguém volta a comentar aqui.
Bom, temos feito alguns programas legais aqui, principalmente quando o pessoal vem nos visitar.
Fomos algumas vezes ao Jardim Botânico, vimos várias coisas muito legais lá, inclusive macacos comendo na nossa mão, como mostra a foto que tirei da Cris alimentando os bichos (percebam que demos os brotos que os próprios macacos estavam pegando para comer), sagüis também apareceram por lá, assim como esquilos, uns lagartos pequenos que até são simpáticos.
Fomos ao Cristo, e como todo turista (apesar de não sermos mais) batemos muitas fotos de coisa nenhuma e muitas de outras poucas coisas. (próximo post)
Fomos ao Pão de Açúcar, mas infelizmente estava um dia nublado e ainda choveu no fim da visita. Mesmo assim é uma vista bonita demais.
Abaixo do Pão de Açúcar tem a Praia Vermelha, onde fui mergulhar com um amigo. Foi muito bom, mas tô precisando mesmo parar de fumar, ehehe. Acho até que vou começar a comprar os equipamentos pra podermos fazer isso mais seguido. (foto em breve)
E contornando o Pão de Açúcar, por baixo do morro tem a Trilha do Bem-Te-Vi, uma trilha pequena, praticamente horizontal, onde vemos sagüis, beija-flores, lagartinhos, pássaros de tudo que é tipo, uma vista linda do mar da Praia Vermelha e é onde as pessoas vão fazer rapell, escalada e pescar. Eis uma das fotos dos Sagüis:
Fomos ao Zoológico, que já se tornou um passeio típico meu e da Cris, nas cidades onde vamos. Digamos que é uma macacada só... além de onças, tigres, leões, camelos, dromedário, girafa, lhama, avestruz, elefante, hipopótamo, leão marinho, peixes, pássaros de tudo que é cor, tipo, raça, espécie, marca... principalmente araras, periquitos e cocotas! ahahah Tem até pingüim! No ar condicinado, claro... Mas o zôo merece um post só pra ele depois, com várias fotos.
Fomos diversas vezes a Ipanema, Leblon, Arpoador, Lagoa (que na verdade é nosso quintal!). Passamos o Reveillón em Copacabana, com uma galera de Pelotas. foi divertido até termos a maldita idéia de irmos a Ipanema pra terminar a noite cansados, caminhando e sem mais nada pra fazer. Ok, vários posts com várias fotos virão.
Fomos algumas vezes na Barra, pra ir a praia, a shows (Chris Cornell inclusive, e o próximo vai ser Ozzy Osbourne!) , a teatro (Joseph Klimber!) e até a trabalho (né, Cris?).
Fomos pela Estrada das Canoas e vimos um ângulo muito bonito da Pedra da Gávea, um pessoal fazendo rapell de uma pista elevada. Como mostra a foto:
Algumas vezes fomos à Lapa também, uma zona de patrimônio histórico, cheia de botecos e onde dá de TUDO! De baile funk à bossa nova, de show de rock à gafieira. (Mais fotos pra novos posts).
E pra terminar um passeio que eu achei muito bom, foi quando fomos ao parque da Floresta da Tijuca, e fizemos uma "semi-trilha". Semi porque não chegamos a lugar nenhum e tivemos que voltar pois iamos acabar presos no parque por causa do horário de funcionamento. Mas voltaremos lá com certeza, pra conhecer a tão esperada "Cachoeira das Almas" (que não é a da foto).
Bom... quando ficarem mais curiosos, nos perguntem, estaremos prontos pra responder.
Abraços a todos, e que saudade dos amigos...

terça-feira, novembro 13, 2007

Três vivas para o rei!!!

Esse era o texto que ia publicar antes. Fica até um pouco repetitivo, mas resolvi postar mesmo assim.

Não.
Não vou falar do Pelé, nem do cantor Roberto Carlos.
Vou falar do rei Juan Carlos da Espanha e do presidente venezuelano Hugo Chávez.
Rei este que foi o primeiro, incluindo George W. Bush, o principal alvo da língua venenosa e desbocada de Chávez, a ter a dignidade de dizer ao pseudopresidente da Venezuela o que deveria ouvir de todos, inclusive de um certo omisso presidente latino-americano.
“-Por que não se cala?”, perguntou o Rei a Chávez enquanto o segundo continuava a desmoralizar José María Aznar, ex-primeiro-ministro espanhol e a constranger a todos no encontro.
O único lunático a defender as atitudes de Chávez é o senil Fidel Castro, que não estava lá, claro.
O ditador venezuelano não cansa de ofender publicamente as instituições e os representantes de nações livres e democráticas, gerando tensões que um dia podem causar até mesmo uma guerra ou ainda sanções políticas e econômicas, como no caso de Cuba, que até hoje se ressente do embargo econômico.
Chávez, que vem numa campanha crescente de autoritarismo e desrespeito à democracia venezuelana, já retirou a concessão da emissora de TV, Rádio Caracas Televisión (RCTV), por ter postura contrária ao governo, assumida logo em seguida pela estatal Televisora Venezolana Social (TVES).
Já ameaçou vários jornais e outras emissoras de TV e rádio de estatização e fechamento. Já proibiu manifestações públicas de repúdio ao governo, coisa que havia acontecendo havia um tempo, inclusive pelos estudantes, outrora tão favoráveis ao seu regime.
Já chamou George W. Bush de satanás, belzebu, dizendo no palanque do encontro das Nações Unidas, de onde Bush acabara de sair, que ainda sentia cheiro de enxofre.
Vulgarizou e diminuiu até mesmo, seu amigo, Luís Inácio Lula da Silva, chamando-o de cordeirinho dos Estados Unidos.
Assim como ao Congresso Nacional Brasileiro. Tudo bem que o Brasil tem problemas mais sérios e imediatos a serem tratados do que uma televisão venezuelana, mas é uma questão de política, de diplomacia, coisa que não existe hoje na Venezuela desde que Chávez chegou ao poder, a não ser com países comunistas e socialistas, como Cuba de Fidel, a Bolívia de Evo (seu pupilo), o partido comunista do Vietnã...
A resposta agressiva do presidente venezuelano ao Congresso Nacional Brasileiro, após o Congresso fazer pedido para que voltasse atrás na retirada da concessão à RCTV:
“- A esses representantes da direita brasileira, eu posso lhes dizer que é mais fácil que o império português voltasse a se instalar no Brasil do que o governo da Venezuela devolver a concessão, que já terminou, a uma emissora da oligarquia”.
Ainda deu condolências ao povo brasileiro, dizendo que o brasileiro não merecia que o Congresso repetisse o que dizia Washington. Mas não nessas leves palavras, chamou-os sim, de "papagaios de Washington", revelando a "finesse" típica desse tosco governante.
Quando na Argentina, falava em um estádio alugado por seu governo para ativistas políticos de esquerda (estudantes utópicos que ainda acham que o socialismo é a saída para todos os problemas do mundo), claro que foram só convidados, para não haverem vaias ou críticas. E lá usou palavras do mais baixo calão até mesmo para pessoas de pouca cultura. Ele puxava o coro, gritando:
“-ALCA, ALCA, AL CARAJO!”
Ironizando com a aliança para a “Área de Livre Comércio das Américas” (ALCA) e usando de palavrões.Tem gente mais superficial que ri e ainda acha engraçada a criatividade para o grito, mas não vê as conseqüências deste ato.
Chávez recentemente impediu o presidente brasileiro de discursar por estourar o tempo de discurso. Ele usos 25 minutos ao invés de 5 do cerimonial (é ou não é um filhote de Fidel?).
E Lula deve ter achado normal, assim como a Bolívia ter estatizado as refinarias da Petrobras, afinal, não são (Chávez, Evo, Lula e Fidel) todos amiguinhos?
De que importa se depois de um ano vai faltar gás natural para as indústrias brasileiras que transformaram toda sua matriz energética para o tal gás a mando do governo, pois não se tinha mais energia elétrica para o crescimento econômico? E os motoristas, que transformaram milhões de carros para GNV em busca de alívio dos preços da gasolina e do álcool?
Um presidente candidato a ditador, que impõe a seu país um regime de candidatura eterna, onde a corrupção embaça os resultados reais das urnas, e o medo cala a população. Um ditador fantasiado de presidente atuando numa peça de teatro onde só se usa frases de efeito, uma personagem circense que é tão anedótica que só lhe falta a bola vermelha no nariz.
Hugo Chávez merecia aparecer sempre com trilha sonora, aquela mesmo, a do circo (tã, tã tã, tãtã tãtã tãtã), pois tudo é palhaçada e encenação.
Depois de tudo isso ainda vão aprovar a participação da Venezuela no Mercosul. Não sou contra a participação deste país, mas sim deste governo, pois com suas atitudes antidemocráticas, antipolíticas e antidiplomáticas só pode acrescentar ao Mercosul alguns anos a mais de espera por qualquer evolução.
Chávez não se preocupa com nada, pois tem o dinheiro e o poder do petróleo, mas seu povo não é rico, assim como em todos os outros governos ditatoriais, ou os ditos socialistas e comunistas, são todos nivelados por baixo, menos seus comandantes, que vivem em meio a fortunas, com todos os confortos possíveis.
Se a idéia é todos terem direitos iguais, porque eles têm tantos privilégios?
Então faço uso daquela frase: “todos iguais, mas uns mais iguais que os outros”.
Qual é o mal do capitalismo, se todos, trabalhando e se esforçando suficientemente podem ter acesso a qualquer bem ou produto?
Não... É melhor sentar e esperar o “governo” me dar, (conhecem a história de como caçar porcos selvagens?) mesmo que para isso eu espere sofrendo mais duas décadas.
Sempre achei que reis fossem meio insossos, sem graça, sem atitude.
Ainda bem que com o rei Juan Carlos me enganei.
VIVA O REI JUAN CARLOS!
VIVA O REI JUAN CARLOS!
VIVA O REI JUAN CARLOS!
“-Por que não te cala, Chávez?”.
Ou melhor:
“-CALA A BOCA, CHÁVEZ!!!”.

segunda-feira, novembro 12, 2007

"Por que não se cala?"

Eu ia postar um texto que escrevi, mas deixo pra depois, pois esta notícia da ZH de hoje tem de ser publicada em vários meios para se mostrar uma das diferenças entre a América Latina e a Europa que as fazem tão longínquas. Eu nomeio essa diferença como "elegância". Ou, se visto pelo outro ângulo, "ser chinelo". Virei fã do rei Juan Carlos e do Zapatero, só pela última frase, ahah
O bate-boca começou quando o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que já fizera duras acusações ao ex-primeiro-ministro espanhol José María Aznar na sexta-feira, voltou a acusar o ex-líder espanhol de ser fascista.
O atual primeiro-ministro espanhol, o socialista José Luis Rodríguez Zapatero (ferrenho adversário político de Aznar), esperou o fim da intervenção do venezuelano e pediu a palavra para defender seu país. Visivelmente irritado, mas sem levantar a voz, ele defendeu seu antecessor:
"Quero expressar, presidente Hugo Chávez, que, em uma mesa em que há governos democráticos, há como princípio essencial o respeito. Pode-se ter pontos de vista diametralmente opostos a uma posição ideológica, e não serei eu que estarei próximo às idéias de Aznar, mas o ex-primeiro-ministro Aznar foi eleito pelos espanhóis e exijo este respeito."
Chávez, porém, interrompeu a fala de Zapatero diversas vezes, falando ao mesmo tempo que o espanhol. Ele insistia em falar, apesar de seu microfone estar desligado.
A atitude do venezuelano irritou vários dirigentes na sala, que demonstraram desagrado com gestos.
Em determinado momento, quando Zapatero sequer conseguia falar por causa de Chávez, o rei Juan Carlos - que estava sentado entre o primeiro-ministro e o chanceler, Miguel Ángel Moratinos - projetou o corpo para a frente e, virando-se para Chávez com dedo em riste, perguntou:"Por que não se cala?"
A presidente chilena, Michelle Bachelet, anfitriã da reunião de Santiago, interveio e encerrou a discussão, afirmando que os dois já tinham exposto suas idéias. Permitiu apenas que Zapatero encerrasse sua intervenção, o que foi feito por ele em apenas uma frase:
"Presidente Hugo Chávez. É possível discordar radicalmente das idéias sem cair na desqualificação."

quinta-feira, novembro 01, 2007

MST e Flanelinhas




Fiquei feliz ao ler em ZERO HORA duas cartas de leitores que expressaram seu descontentamento, parecidos com os meus.
Eu não seria tão ameno ao escrever mas eles, pelo menos, escreveram.
Será que ainda tem gente contrário às ações da juíza e da BM?
Se bem que, tanto MST quanto os flanelinhas, ganharam força durante muito tempo com apoio de parte da população que os achavam uns coitadinhos, oprimidos pela "sociedade capitalista"... tá aí o que deu.

ZERO HORA, 1º de novembro de 2007.

Direitos e deveres
A Constituição prevê o direito de "ir e vir", mas não o direito de ir invadir propriedade alheia, como pretende o MST. Aliás, que direito de ir e vir pode reivindicar quem bloqueia estradas, impedindo o direito dos outros? Por isso, parabéns à juíza de Carazinho, bem como à BM, que impede o avanço dos vândalos.
Silvério José HuppesAposentado - Arroio do Meio

Rigor com flanelinhas
Até que enfim, as autoridades tomam providências contra as extorsões e ameaças praticadas pelos que se denominam "guardadores de carros". Espero que essas ações da Brigada Militar sejam permanentes e ampliadas para todo o Estado.
Clair ChavesProfessora - Porto Alegre

quarta-feira, outubro 17, 2007

DISTORÇÃO

Não, o título do post não tem nada a ver com a distorção de guitarras que seria mais comum se ver no blog.
Vou publicar na íntegra dois textos de duas visões antagônicas, uma do apresentador Luciano Huck, outra do rapper Ferréz.
Ao fim, coloco um breve resumo, bem direto, da minha visão. Mas, por favor, tirem suas próprias conclusões do que é DISTORÇÃO.

Pensamentos quase póstumos
LUCIANO HUCK
LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do “Jornal Nacional” de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura. Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.Por quê? Por causa de um relógio.Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.Onde está a polícia? Onde está a “Elite da Tropa”? Quem sabe até a “Tropa de Elite”! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase “infantis” para uma sociedade moderna e justa.De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de “extraterrestres” fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no “Roda Vida” da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal. Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, “Tropa de Elite” é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: “Cansei”. O Lobão canta: “Peidei”.Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.Isso não está certo.

LUCIANO HUCK, 36, apresentador de TV, comanda o programa “Caldeirão do Huck”, na TV Globo. É diretor-presidente do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias.
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Pensamentos de um “correria”
FERRÉZ
ELE ME olha, cumprimenta rápido e vai pra padaria. Acordou cedo, tratou de acordar o amigo que vai ser seu garupa e foi tomar café. A mãe já está na padaria também, pedindo dinheiro pra alguém pra tomar mais uma dose de cachaça. Ele finge não vê-la, toma seu café de um gole só e sai pra missão, que é como todos chamam fazer um assalto.Se voltar com algo, seu filho, seus irmãos, sua mãe, sua tia, seu padrasto, todos vão gastar o dinheiro com ele, sem exigir de onde veio, sem nota fiscal, sem gerar impostos.Quando o filho chora de fome, moral não vai ajudar. A selva de pedra criou suas leis, vidro escuro pra não ver dentro do carro, cada qual com sua vida, cada qual com seus problemas, sem tempo pra sentimentalismo. O menino no farol não consegue pedir dinheiro, o vidro escuro não deixa mostrar nada.O motoboy tenta se afastar, desconfia, pois ele está com outro na garupa, lembra das 36 prestações que faltam pra quitar a moto, mas tem que arriscar e acelera, só tem 20 minutos pra entregar uma correspondência do outro lado da cidade, se atrasar a entrega, perde o serviço, se morrer no caminho, amanhã tem outro na vaga.Quando passa pelos dois na moto, percebe que é da sua quebrada, dá um toque no acelerador e sai da reta, sabe que os caras estão pra fazer uma fita.Enquanto isso, muitos em seus carros ouvem suas músicas, falam em seus celulares e pensam que estão vivos e num país legal.Ele anda devagar entre os carros, o garupa está atento, se a missão falhar, não terá homenagem póstuma, deixará uma família destroçada, porque a sua já é, e não terá uma multidão triste por sua morte. Será apenas mais um coitado com capacete velho e um 38 enferrujado jogado no chão, atrapalhando o trânsito.Teve infância, isso teve, tudo bem que sem nada demais, mas sua mãe o levava ao circo todos os anos, só parou depois que seu novo marido a proibiu de sair de casa. Ela começou a beber a mesma bebida que os programas de TV mostram nos seus comerciais, só que, neles, ninguém sofre por beber.Teve educação, a mesma que todos da sua comunidade tiveram, quase nada que sirva pro século 21. A professora passava um monte de coisa na lousa -mas, pra que estudar se, pela nova lei do governo, todo mundo é aprovado?Ainda menino, quando assistia às propagandas, entendia que ou você tem ou você não é nada, sabia que era melhor viver pouco como alguém do que morrer velho como ninguém.Leu em algum lugar que São Paulo está ficando indefensável, mas não sabia o que queriam dizer, defesa de quem? Parece assunto de guerra. Não acreditava em heróis, isso não!Nunca gostou do super-homem nem de nenhum desses caras americanos, preferia respeitar os malandros mais velhos que moravam no seu bairro, o exemplo é aquele ali e pronto.Tomava tapa na cara do seu padrasto, tomava tapa na cara dos policiais, mas nunca deu tapa na cara de nenhuma das suas vítimas. Ou matava logo ou saía fora.Era da seguinte opinião: nunca iria num programa de auditório se humilhar perante milhões de brasileiros, se equilibrando numa tábua pra ganhar o suficiente pra cobrir as dívidas, isso nunca faria, um homem de verdade não pode ser medido por isso.Ele ganhou logo cedo um kit pobreza, mas sempre pensou que, apesar de morar perto do lixo, não fazia parte dele, não era lixo.A hora estava se aproximando, tinha um braço ali vacilando. Se perguntava como alguém pode usar no braço algo que dá pra comprar várias casas na sua quebrada. Tantas pessoas que conheceu que trabalharam a vida inteira sendo babá de meninos mimados, fazendo a comida deles, cuidando da segurança e limpeza deles e, no final, ficaram velhas, morreram e nunca puderam fazer o mesmo por seus filhos!Estava decidido, iria vender o relógio e ficaria de boa talvez por alguns meses. O cara pra quem venderia poderia usar o relógio e se sentir como o apresentador feliz que sempre está cercado de mulheres seminuas em seu programa.Se o assalto não desse certo, talvez cadeira de rodas, prisão ou caixão, não teria como recorrer ao seguro nem teria segunda chance. O correria decidiu agir. Passou, parou, intimou, levou.No final das contas, todos saíram ganhando, o assaltado ficou com o que tinha de mais valioso, que é sua vida, e o correria ficou com o relógio.Não vejo motivo pra reclamação, afinal, num mundo indefensável, até que o rolo foi justo pra ambas as partes.

REGINALDO FERREIRA DA SILVA , 31, o Ferréz, escritor e rapper, é autor de “Capão Pecado”, romance sobre o cotidiano violento do bairro do Capão Redondo, na periferia de São Paulo, onde ele vive, e de “Ninguém é Inocente em São Paulo”, entre outras obras.
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Distorção
TEM GENTE muito ridícula nesse mundo, mas esse "Ferréz" consegue superar as expectativas.
Acho que se o cara trabalhar pra ganhar dinheiro, tem todo direito de aproveitá-lo, mesmo que sem fazer caridade à ninguém. E não é egoísmo, nem insensibilidade. Hoje as pessoas estão tentando impor o voluntarismo, o "ONGuismo" como uma obrigação, quando na verdade sempre pensei que caridade se faz por vontade própria, até como amenização dos sofrimentos do coração, seu e do coitado a quem se vai ajudar. Por compaixão!
Obrigação, sim, é de se respeitar o próximo, seja ele um cidadão comum ou um rico apresentador de TV, que tenta viver normalmente como se deveria.
Obrigação é de não subjugar outra pessoa com um cano de revólver na cara para lhe subtrair o que seja.
O pensamento de que Huck manteve seu bem mais precioso, sua vida, é de mesma linha daquele que diria para ficar feliz porque ao invés de morrer só ficou tetraplégico depois de um assalto.
Os valores se perdem, e tem gente que ainda dá espaço em mídia pra textos de uma mentalidade distorcidos como este de Ferréz.

CASEMAN, com mais de 30, é uma pessoa comum que ainda quer ganhar bastante dinheiro nessa vida, gastar como bem entender, sendo sempre honesto e respeitador. Se lhe vier a vontade de um dia fazer caridade (novamente), assim o fará, mas não por obrigação. E se um dia for assaltado com arma na cabeça (de novo!) ainda vai ficar indignado e fazer coro com Huck!

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quinta-feira, agosto 30, 2007

Sósia no bar.

Logo que cheguei na cidade maravilhosa, me enturmei com o pessoal que fazia o curso junto comigo. Num dos finais de semana em que a Cris estava comigo, fomos todos ao Rio Scenarium, uma mistura de boteco, palco cultural, brechó, boate e inferninho-cult do Rio.
Entramos, tomamos umas e outras, conhecendo o lugar (que é muito grande - um sobrado antiquíssimo de 3 andares, com elevador de porta pantográfica e com um anexo), ficamos sabendo que todos os objetos (muito loucos e antigos) são alugados para produções de cinema, televisão e teatro para produção de objetos e cenografia.
Ainda andando pelo lugar, pegamos outra cerva e paramos numa parte perto de um dos palcos de shows. Então alguém me diz para olhar para a parede.
Era eu, pintado na parede... nem sabia que era tão famoso assim! ahaha
Eis a foto que não me deixa mentir (sozinho).

quarta-feira, agosto 15, 2007

Tô indo embora!!!



Outro dia desses, meu amigo, Francis, irmão do Nicola (e de tantos outros, inclusive do Gabriel e do Cristiano, ahaha) me mandou uma mensagem no Orkut dizendo que tinha postado uma foto nossa no álbum dele.
Entrei lá, e achei a foto muito legal. Até porque nunca tinha visto a tal foto.
Bom, isso foi no Recanto dos Coswig, lá pelos idos de 1986/87... eu tinha uns 10 anos mais ou menos.
Acho que foi nessa mesma ida, que aconteceu uma história que sempre conto:
Eu, o Nicola e o Cristiano fomos tomar banho de arroio, era uma época de seca, então o nível da água estava mais baixo. O leito do arroio era cheio de pedras e formavam umas pequenas represas de vem em quando, fazendo umas piscininhas boas pra ficar curtindo um sol, a água, dar uma mijadinha no arroio... ahaha (brincadeira).
Bom, o fato é que ficamos num lugar onde a água represada só tinha um lugar pra escoar, e era entre duas pedras um pouco mais altas, formando tipo um "canionzinho" bem estreito (essa foi horrorosa), e a água que passava por ali pegava pressão e formava uma nova poça logo depois.
O Cristiano, que é mais velho, ficou sentado entre essas duas pedras, o que acabou represando ainda mais a água. Estávamos nós lá, bem tranqüilos. Eu, pelo menos, estava me achando um aventureiro, andando num rio cheio de pedras e com corredeiras (corredeirinhas, mas eu era pequeno também), estava curtindo aquele barulho forte de água corrente.
Depois de um certo tempo ali, murchando os dedos, o Cristiano falou alguma coisa que eu não entendi muito bem por causa do barulho. E pelo que vi o Nicola também não tinha ouvido direito.
Perguntamos: O quê?!
O Cristiano repetiu dessa vez mais alto:
- Eu tô indo embora!!!
Nós na hora respondemos em uníssono:
- Não!!! Vamos ficar mais um pouco!!!
Ele repetiu mais alto e um pouco mais rápido:
- Tô indo embora!!!!
Nós de novo:
-Pô, tá bom aqui!!! Vamos ficar mais!
Ele novamente, agora com um certo desespero na voz:
- TÔ INDO EMBORA!!!!!!!
Ele mal terminou de falar a frase.

A água que o Cristiano estava ajudando a represar se tornou mais forte que ele, e o derrubou para trás, numa cambalhota digna de panamericano!
Não tenho a menor idéia de como ele não bateu a cabeça contra uma das pedras, ou no fundo dessa piscininha que tinha logo depois, só vi duas pernas, com seus pés cheios de dedos, levantando formando um arco no ar! E ele se foi pedra abaixo.

Mas tudo começou por causa da foto, que podem ver aí acima.

Eu sou, obviamente, o moreno forte da direita. Os outros dois são o Francis (o menor) e o Nicola (o do meio).
Era muito boa essa nossa infância.
Essa foi mais pra não dizer que abandonei o blog...

segunda-feira, junho 11, 2007

From Out Of Nowhere

Pois é.
Este é o primeiro post que faço daqui do Rio.
Bom, a foto mostra o prédio onde provavelmente vou trabalhar a partir do dia 19.
Chama-se EDITA, ou Edifício Torre Almirante.
Por enquanto estou no EDIHB, Edifício Horta Barbosa, fazendo o curso de formação.
O do post anterior era o EDISE, Edifício Sede.
Um abraço. Até breve.